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Praia do Secreto: Para fugir da rotina.

Praia do Secreto: Para fugir da rotina.

A maioria dos cariocas que conheço, jamais pisou os pés nessa praia. Até poucos dias atrás, eu era um deles. Imperdoável, eu sei. O fato é que o trajeto não é propriamente curto e fácil. (Especialmente para quem mora/se hospeda na Zona Sul ou Norte da cidade). Se conseguir abstrair a distância, há de encontrar bons motivos para acessar o paraíso. Você é do tipo “aventura no sangue” ou “netflix e sofá na veia”? Os amantes do Netflix que não são dados à esportes e aventuras, podem me odiar pra sempre se forem. E os mais ligados à natureza e trilhas podem me amar para todo o sempre. Saiba se respeitar e escolher programas que combinem com a vibe do seu momento. Dito isso, vamos às explicações. A Praia do Secreto fica entre a praia da Macumba e a Prainha. Ambas são conhecidíssimas na região. Para chegar lá, é só seguir reto pela orla da barra a vida toda. Até aí, SEM MISTÉRIOS.
A dica é estacionar o carro no Mirante da Prainha. (Salvo engano, chama-se “Mirante do roncador”). Esse estacionamento fica a uns 5 minutos de distância do começo da trilha. (SIM! Tem trilha para chegar ao secreto, parceiro!). MAS ATENÇÃO: Chegue cedo. Caso chegue depois do meio dia, não vai encontrar vaga por ali! Aconselho chegar umas 8 h. A trilha tem início na chamada Av. Estado da Guanabara. E posso falar? O caminho é chatinho. Mesmo mesmo. Primeiro vem um matagal insano de 1,50 m de altura. E quando tu acha que acabou, vem uma rocha nervosa de 15 metros de altura. Para chegar na praia, tem que descer a rocha. Vi muito adulto desistindo e muita criança descendo. Não é difícil descer não. Mas é preciso cuidado. As pedras são escorregadias. USE TÊNIS. Se eu desci, todos descem. Só tomem cuidado. Um descuido ali pode ser fatal. (Terror! rs). E, no mais: APROVEITEM a natureza exuberante que o Secreto esconde. Uma piscininha natural no meio das rochas.. É ou não é fantástico? Click: @allansik.

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SAARA: Vale a ida?

SAARA: Vale a ida?

O Saara é um comércio popular gigantesco, à céu aberto. O nome não poderia ser mais apropriado! Lá é realmente o DESERTO do Saara. (Ih Shalá!). Se preparem para os termômetros do centro anunciarem 42 graus! Já vi umas japas perambulando pelas ruas de guarda-chuva para se defenderem das garras do sol. Mas vamos ao que interessa. “Vale a pena se jogar nas compras?” – Minha resposta é: Depende. Para eletrônicos, fantasias, jóias/bijoux e bugingangas no geral, vale MUITO a pena. Já para comprar roupas, não acho muito válido.

Você não vai achar calça jeans que se preze ou vestidos com estampas bonitas por ali. As roupas de lá definitivamente não apresentam boa qualidade. Mas vai poder fazer ótimos negócios se investir nas fantasias de carnaval, artigos para festas e aparelhos eletrônicos! Sabendo procurar, você vira REI daquela terrinha! Certa vez, comprei uma mini caixa de som (MP3, bluetooth) por R$ 35,00, sendo que em Copacabana era R$ 100,00! Em suma: O Saara não é para os fracos! Ali tem que ter disposição, coragem para enfrentar multidões e paciência para pescar bons produtos. Dica: Coma um kibe no árabe, tome um caldo de cana e mergulhe no caos do nosso deserto do saara! OBS.: A estação de metrô mais próxima ao Saara é a Uruguaiana.

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Sobre o Carnaval.

Para o Carnaval, destaco o texto impecável do @gduvivier. (Não está na íntegra, cortei partes). Eu não teria conseguido escrever melhor. “Uma boa notícia pra você que odeia o Carnaval: você pode continuar odiando o Carnaval. O Carnaval agradece. Já tem gente demais participando. Uma má notícia pra você que odeia o Carnaval: essa batalha está perdida, senhor Grinch. O motivo é simples: o Carnaval chegou aqui antes de você. Primeiro veio o Carnaval. Em volta dele nasceu a cidade, e o circo, os teatros, os cinemas, tudo isso pras pessoas não se entediarem enquanto o Carnaval não chega. Quanto menos caixas de som, melhor o som. Quanto mais velho o bairro, melhor o bloco. Quanto mais homens com camisa de time de futebol e chapéus de marcas de cerveja, pior o bloco -a não ser que você tenha esse fetiche específico.
Acorde cedo. Durma cedo. Não sem antes dar um mergulho na praia. Você não vai ter fome. Mas coma. Pra sobreviver. De preferência em pé. Não leve dinheiro demais. Não leve documento nenhum. Não leve nada que não seja leve. Não leve nada a sério. Nem ninguém. Beba com moderação. E pode confiar nos sacolés: nunca matou ninguém. Procure músicos a pé. Apaixone-se demais, desde que não dure muito tempo. Se você vir a pessoa com outra pessoa, é de bom tom traçar uma linha reta na direção oposta e não perguntar nada até quarta-feira (melhor mesmo é não perguntar nada). Importante: saiba voltar pra casa. Nada de mágico acontece depois das oito da noite. Pense que amanhã tem mais. E daqui a pouco já tem festa junina.”

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